Nossa História
O Sítio Serra Bonita nasceu do sonho de dois educadores apaixonados pela natureza e pela cultura brasileira.
Maria Nérea Cortellazzi Rampim
Professora e poetisa. Nasceu em Capivari, em 1922. Filha de José Cortellazzi e de Maria Antonia Belomo Cortellazzi. Casou-se em 1946, com o professor Luiz Rampim, nascido em Tietê, em 1923. Sendo filho de Jacinto Ferrucho Rampim e Eduarda Stefani Rampim, ambos filhos de pais italianos imigrantes, tendo os filhos Daniel e Maria Aparecida.
Empregava múltiplos codinomes literários na atribuição de suas composições poéticas e chancelar a autoria de sua obra versificada e textos líricos, como: M. Nérea, Virgína de Lande e Flor de Agreste. Publicou diversos livros como “Férias de Dezembro” (poesias) e diversos outros, pela editora Santo Antônio.
Maria Nérea faleceu em 2000, aos 78 anos de idade, enquanto Luiz faleceu em 1995, aos 72 anos de idade.
E. E. Maria Nérea Rampim
Legado na Educação
A Escola Municipal foi fundada em homenagem a Maria Nérea C. Rampim, situada em São Lourenço da Serra, SP. É uma instituição de ensino fundamental com mais de 20 anos de atuação, fundada em 2002.
A escola atende anos iniciais, EJA e conta com pátio e quadra, com atividades como o Dia do Desafio. Possui quadra esportiva, internet banda larga, pátio coberto e alimentação.
Contando com parcerias em atividades educativas com o SESI/SESC, a escola é ativa na comunidade local, realizando eventos como o "Dia do Desafio" e formaturas com o apoio da prefeitura de São Lourenço da Serra.
Um Cenário de Novelas
Meu Pé de Laranja Lima
Baseada no romance de José Mauro de Vasconcelos, foi produzida pela Band. A história de Zezé, o menino que encontra companheirismo em um pé de laranja lima, teve várias cenas gravadas nos jardins e caminhos do Sítio Serra Bonita.
O Todo Poderoso
Produzida pela TV Tupi, esta novela também utilizou as paisagens naturais e a arquitetura rústica do Sítio Serra Bonita como cenário. A produção trouxe visibilidade nacional para São Lourenço da Serra.
Memória da Olaria
Produção de tijolos
O Sítio Serra Bonita possui uma história que antecede sua atual vocação como espaço de lazer e contemplação da natureza. Outrora, o local abrigou uma tradicional olaria, onde eram produzidos tijolos e telhas que contribuíram significativamente para a edificação e o desenvolvimento da região. A atividade oleira marcou o primeiro capítulo da trajetória deste espaço.
Com o encerramento das atividades fabris, a área passou por um processo de transformação. Atualmente, o sítio se dedica a receber hóspedes em meio à paisagem da serra, mantendo viva a memória de suas origens. Vestígios das antigas estruturas da olaria foram preservados e integram o cenário, como testemunho do legado e da importância histórica que a produção ceramista representou para a comunidade local.
História de São Lourenço da Serra
Fonte: Memórias de São Lourenço da Serra
Memórias da cidade
As origens de São Lourenço da Serra remontam ao século XVIII, durante o período bandeirante, quando expedições percorriam os sertões seguindo cursos fluviais em busca de metais e indígenas para cativeiro. As rotas abertas possibilitaram a posterior ocupação por jesuítas e colonos, resultando na fundação dos aldeamentos de Embu e Itapecerica em agosto e setembro de 1562.
O povoamento intensificou-se com a vinda de indígenas de Carapicuíba, conduzidos por Afonso Sardinha e doutrinados por Belchior de Pontes. Jesuitas estabeleceram catequese e técnicas agrícolas no território hoje correspondente ao bairro Aldeinha, divisa com Itapecerica da Serra. Em meados do século XIX, Manuel Soares de Borba e Manuel Mendes Rodrigues encontraram ali remanescentes jesuítas e uma capela erigida a São Lourenço, em aldeamento abandonado durante o ciclo do ouro.
Atraídos pela fertilidade do solo, ambos fixaram residência com suas famílias, repartindo as terras. Implementaram lavoura diversificada, pomar, moenda, monjolo e criação de animais. O desenvolvimento do núcleo exigiu a convocação de parentes e aliados, que receberam lotes para edificação de moradias, formando o primitivo “Vilarejo dos Borbas”, posteriormente Bairro de São Lourenço da Serra.
A localidade consolidou-se como entreposto comercial na estrada que ligava Itapecerica a Juquitiba, servindo de pouso para tropeiros e carros de bois. Com a diversificação econômica e o afluxo de habitantes, instituiu-se o distrito em 30 de dezembro de 1953, subordinado a Itapecerica da Serra, com área desmembrada de Embu-Guaçu e Juquitiba. A autonomia político-administrativa foi alcançada em 30 de dezembro de 1991.
Em 1991, plebiscito aprovou a emancipação, inicialmente indeferida pela Assembleia Legislativa. A emancipação efetivou-se em 12 de março de 1992, com o acréscimo “da Serra” ao topônimo em reverência à cidade-mãe, oficializando São Lourenço da Serra.